quarta-feira, 4 de junho de 2014

A escada de Antares

Cada passo tinge o chão de vermelho
Passo dado, história passada
Passado de presente e rastro carmim

Teu toque é gelado e doce
Assim como o tênue fio de coerência
Que a melodia que cantas incita

Tua respiração é ofegante
Mas eu não entendo
Que caminho é esse que constrói Antares?

Tua mão desce 
Tua voz a sensação emudece
De que há alguma razão
Quase posso sentir a vibração

Minha imaginação me diz isso
Me diz que o paraíso
Que é tão lindo enfim
É onde as flores desabrocharam
Mesmo sendo de papel

Antares aos pares
Constrói uma escada
Com lindos tijolos azuis
Todos brilhantes como seus olhos
Que sorriem a cada refletir
De sua sólida existência carmim

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